domingo, 21 de agosto de 2016

CAPÍTULO DOIS: FILHO PRÓDIGO

CAPÍTULO DOIS:
FELIZ DIA DOS PAIS!
Palavras dele, no meu aniversário:
"O que mais me confortava naquele tempo, era que eu sabia que Deus ouvia minhas orações para que ele cuidasse de você no meu lugar e lhe desse proteção, é por isso meu filho que eu escolhi a ser um grande servo de Deus por que ele cuidou e protegeu e trouxe para perto de mim aquele que eu muito amo que é você meu filho abraços de seu velho pai Edvan Miranda."

Filho pródigo; o bom filho à casa retorna.
Vó vivia fazendo as reza dela, e lhe dizia que eu ia voltar.
Um dia, eu tava saindo de Rio Branco-AC, indo pro Peru. Ia caminhando pela estrada, aí, de frente pra porteira de uma fazenda, parou uma moto (se não me falha a memória, duas pessoas; não lembro se dois homens ou um casal), e vieram conversar comigo. De tudo, eu entendi que tavam me falando pra eu voltar; um pessoal que eu nunca tinha visto, de repente começaram a falar comigo, como se já me conhecesse, e ainda mais ou melhor que eu mesmo... Eu obedeci.
Daí, voltei pra Rio Branco, até a malária se apresentar. Como dizem que ela fica incubada, ela já vinha comigo de antes, e se eu tivesse ido pro Peru, seria arriscado ela me pegar lá, e eu não ter a quem recorrer. No posto de saúde, morrendo, a assistência social me entrevistou, e achou melhor contactar a família, porque a coisa tava feia. Então, painho comprou a passagem que me levou de volta à Bahia, em dois de novembro de dois mil e nove. E foram dois anos e meio de recuperação, até minha vinda pro Rio, de abril pra maio de dois mil e doze.
Como diz um hino daimista: "Eu venho dar os agradecimentos a quem rogou por minha volta".
Ele não sabia que sabia, mas sempre soube da minha missão, tanto que, pra não ser esquecido e pra deixar sua marca, sorrateiro e felizmente, me resgistrou com o seu nome rs. Passei por umas crises de identidade, mas superei. Não haveria nome mais artístico. É uma honra ser seu xará.
Notório e galã na nossa cidadezinha da Bahia, lembro do tempo que eu era o seu menino caçula, novinho, e ele me levava pra passear, e todos reconheciam e me paparicavam: "Edvanzinho, o filho mais novo de Edvan".
Infraestrutura completa, educação, suporte pro que eu quisesse ser, embora contrariado de vez em quando (valeu, grato; foi técnica de estímulo de personalidade própria e emancipação rs), me deu uma única e merecida peia na vida. Fui rebelde, larguei tudo, passei perrengue (e até hoje passo; bem que ele me avisou), e no dia da asa quebrada, ele estava lá, receptivo e acolhedor, pra eu consertar a asa.
Até a gente caminhar com as próprias pernas, teve alguém pra segurar na mão. Até pedalar sozinho, alguém colocou rodinhas. Até voar, alguém deu um empurrãozinho. Quando caímos, alguém amparou.
Painho, meu pai véi, eu te amo.
Abraço e beijo.

Um comentário:

  1. Eu também orando com Fé, auxiliei o seu retorno. Acessei www.divulgandodesaparecidos.org/procurando_familia/
    Contei sobre ESMJunior, liguei para POLINTER 3116-6573 e talvez a Assistência Social tenha alertado no Hospital ACRE-RIO BRANCO. Chegou aqui em casa febril, internei no Hospital de Base em Itabuna passamos a noite esperando um leito que só desocupou pela manhã na enfermaria e nesse momento chegaram dois enfermeiros da 7ª DIRES que coletou o sangue diagnosticado com o protozoário Plasmodio vivax da malária. Semanalmente ambos os enfermeiros vinham a Coaraci equipados com os materiais num isopor, tiravam novamente o sangue, isso repetidos por 4 ou 5 semanas, até virem que o P.vivax foi completamente eliminado das hemácias. Assim, auxiliei em sua recuperação e cura da anemia até quando ele partiu novamente dessa vez para o RJ onde reside e trabalha. E nas férias conosco. LCO

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